Ento, Alento e Relento
"Ela" é toda sobre objetos. Para ela, os objetos são a vida, a recompensa, a morte e a compensação. Os erros feitos na vida não são algo, que para Ela, seja algo a se refletir. É questão de objetos, de presenteação (pelo dicionário inventado do poder da ingramatilidade poética [ou liberdade]: o ato de presentear).
No momento a embriaguez pode ser um fator influenciador, sem embargo, não há bêbado que negue as verdades ditas no momento de não-lucidez. E "Ela" é um vetor engasgado, que sufoca e causa arrependimento, em que só não me afundo no mesmo pelos conceitos, as ideias, a força externa e o Deus que em mim existe. Arrependimento não é algo de mim, não existe, toda atitude é válida pelo aprendizado contido em sua possível falha ou acerto.
O que difere as almas fortes das fracas é o poder de recuperação, algo que hoje eu aprendi em uma mesa de bar - e há quem diga que as mesas de bares só trazem desgraças e mortes e vícios sem virtudes para as famílias - o que difere as almas fortes das fracas é como elas lidam com as mesas de bares. As que ouvem as críticas, as que sentem as mesmas, e entendem, e superam, e vêem as MERDAS que realizam, e nelas refletem e mudam o jeito de agir, essas são as fortes. Agora as que durante o processo de chapação ou chapamento (ato de chapar-se) ouvem toda a merda e fazem toda a merda e repetem, e refazem, e reagem com as mesmas merdas, são fracas.
A beleza de tudo isso está em como cada um se sente consigo. Se realmente tudo que era possível foi feito, lhe é concedida a paz e a felicidade. O arrependimento não existe. Todo erro é válido. É passível de crescimento.
A paz, como para "Ela" são os objetos, não é paz, é satisfação temporária, mas a Real Dor, o inferno, presente n"Ela" está, porque as máscaras um dia caem. A máscara colocada para cobrir uma lágrima cai mais rápido do que vem a tristeza do entendimento do que fez errado, pois a superação é maior, é grande, é brilhante. Se a sua vida está caindo aos pedaços é porque a reflexão encima dos seus erros não foi completamente realizada e reorganizada e as atitudes em cima de suas falhas não foram mudadas!
As cômodas atitudes não trazem o devido enhanciamento (do inglês abrasileirado na tentativa de buscar apalavreamentos distintos para o ato de enhance, crescer). São simplesmente conformação de que não podemos ser maiores, e sempre podemos, essa é a nossa missão!
Devemos ser maiores, senão por que estamos aqui? Se não é para aprender!
O que para ela são os objetos, para nós devem ser as desculpas! E a desculpa de fato só se dá pelo arrependimento, que não existe, mas que na verdade deveria se chamar repensamento, ou re-reflexão, reorganização, REFAZIMENTO.
O que para "Ela" são os objetos, para nós é o crescimento. É a vontade de crescer, de ser grande, de ser completo! E completo não se é pelos objetos, ou pelos simples prazeres, mas sim pela mudança, pela aprendizagem, pela gratidão, pelo saber de que nos momentos difíceis, tudo você fez para facilitar-los, sem precisar passar por cima de ninguém, mas por seu, e só seu, próprio mérito.
O que nós temos e conquistamos, é só nossa culpa e merecimento. E a culpa é justa, como nossos pais são justos.
A paz, hoje sei, é só questão de escolha.
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